domingo, 26 de janeiro de 2014

Crônicas da Primeira Temporada


Enquanto esperamos a segunda leva de textos no estilo crônica, que tal conhecer ou relembrar as primeiras histórias?

Até a Segunda Temporada!

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domingo, 19 de janeiro de 2014

Maduras borboletas

TEXTO DE ROSE MORO

Eu vejo a juventude com seus risos rasgados, seus espaços ilimitados: onde estão é tudo o que se vê, sua presença tem um colorido incomparável, contagiante.
Tão cheia de certezas é a juventude que solenemente faz mil juras, cujos teores nem sonha não poder cumprir.
Ah, como é bela a juventude! Cheia de expectativas e sonhos, repleta de festas e encontros tão leves quanto intensos!
Não fosse saber que também levam seus sofrimentos (porque também me lembro deles!) e sentiria invejas...
A juventude é a borboleta já saída do casulo, deixou pra trás a feiura da lagarta e deslumbra-se no frescor e colorido das asas que bordam os jardins da vida.  Contudo, quão breve vida têm as borboletas!
Apreciá-las é preciso...  estremecer de encanto... fruir sua presença é imprescindível... Mas, verdade é que não se pode perder-se nesse deleite!  Corre-se o risco de deter-se no tempo e arrancar-se à vida, pois a vida... a vida segue!
E há algo que a juventude não pode oferecer: o desencanto!
Quão bem nos faz o desencanto! É claro que necessitamos do encanto como condição para seguir sonhando, contudo a desilusão assegura-nos o crescimento, a certeza de que nada, absolutamente nada, orbita em tornos de nós e deve ser grande o empenho em construir alicerces legítimos que propiciem voos seguros.
Havemos de nos fazer crescidos para lidar com as dores, com os amargores da vida, pois só a madureza nos assegura a condição se seguir após os temporais, contudo, havemos de cultivar algo da juventude em nosso espírito. Alguma doçura e arrebatamento há que resistir, pois não há graça em apoderar-se da maturidade deixando pra trás o deslumbramento da borboleta! Suas asas hão de dar leveza aos momentos de angústia e escolhas!
Cá estamos, desejantes de sermos... maduras borboletas!



"Nos demais, todo mundo sabe, o coração tem moradia certa, fica bem aqui no meio do peito, mas comigo a anatomia ficou louca, sou todo coração." 
                                                                          Maiakovski

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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014




"Em diante iremos. Pedras no caminho ou palavras ruins não são intempéries para nós. Que o amanhã venha, tão bom quanto as memórias que guardamos." Niccolò

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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Novo ano?

            “Feliz Ano Novo! Boas Festas!”

Desejo sutilmente errôneo. Pois não é de festa que o homem vive. Não é de folia que o ser humano sustenta-se e eleva-se.
 
                Por ser novo, não significa ser súpero. Porém, como sabe-se, o sentido normal das coisas é o da regeneração, renovação. Então, por que, ao longo dos anos, as comemorações mostram-se sem seu puro sentido? Tudo é motivo de festança. Em tudo se bebe e come demais. Pobre Dionísio, que acaba resumindo costumes de gerações e gerações, sendo responsabilizado pelos excessos de seus crentes.
 
As festas que aqui conhecemos, se continuarem como agora estão, nunca permitirão termos um novo ano feliz, infelizmente. A melhor denominação para algo mais construtivo (e ainda humano), seria “celebração”.
 
Um Ano Novo feliz! Desejo justo. Contudo, sua passagem é realizada na companhia de muitas ilusões: embriagam-se os sentidos e mascaram-se os sentimentos, que deveriam ser plenos. A transformação não se faz possível sem uma catarse. É extremamente necessária.
 
Mas ainda há uma saída! Os hodiernos tempos são temíveis, misteriosos, desalentadores… Não obstante, após a longa tempestade, as nuvens negras dissolvem-se na atmosfera, permitindo que os raios de luz penetrem nos corações dos que aguardam e buscam o brilho dAquele que o Amor Maior detém.
 
A mudança não é o Novo Ano que trará. 




“Seja a mudança que deseja ver no mundo.”
Mahatma Gandhi
 


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